Betão armado

Neste tipo de tubos, o processo de fabrico consta das seguintes fases:

  1. Fabrico de almas
  2. Formação e expansão de bocais
  3. Elaboração da caixa da armadura
  4. Betonagem do tubo por colagem vertical
  5. Cura do tubo

Fabrico de almas

As almas são constituídas por um cilindro de chapa, soldado helicoidalmente com sobreposição, em máquina automática, a partir de bobinas de chapa, de largura igual ou superior a 1 m, ao que se solda nos seus extremos os respetivos cabeçais macho-fêmea, garantindo as suas tolerâncias dimensionais.

Depois de formados os cilindros, são colocados sobre viradores e são acoplados nos seus extremos, abraçando a sua parte exterior, os cabeçais previamente ensaiados (soldadura transversal com líquidos penetrantes) e efetuada a inspeção dimensional obrigatória.

Efetuada a soldadura transversal de união dos coletores, cada alma será submetida a uma prova hidráulica de pressão interior em prensa horizontal.

Formação e expansão de cabeçais

De acordo com as necessidades das obras, as almas podem ter nos seus extremos cabeçais formados por:

  • Perfil laminado para junta de borracha.
  • Chapa para junta soldada.

As chapas com as medidas adequadas para a formação dos cabeçais são curvadas e soldadas nos seus extremos. De seguida, procede-se à expansão destas através de uma prensa hidráulica preparada para o efeito, possibilitando assim um controlo perfeito das dimensões.

No caso de os coletores serem em junta elástica, o material que os constitui é limpo previamente com jato de areia, para que uma vez conformado geometricamente, receba uma pintura de primário e posteriormente, uma vez incorporado ao tubo, um tratamento à base de 200 mícrones de resina epóxi, o que garante a sua durabilidade face a qualquer agente agressivo.

Elaboração da caixa da armadura

O aço utilizado nos elementos acessórios (geratrizes e separadores) é liso, enquanto as espiras da armadura são fabricadas com aço canelado.

Para realizar as geratrizes, é colocada uma bobina de aço liso do diâmetro fixado na enroladora. O aço passa por uns rolos encaminhadores até chegar a um batente que aciona o corte automático.

Para realizar as caixas da armadura, existe na enroladora da máquina de fabrico de armaduras uma bobina de aço canelado com o diâmetro estabelecido. Assim que as geratrizes são colocadas nos alojamentos dos pratos da máquina, estes começam a girar, deslocando-se um deles na direção longitudinal à medida que a espira avança, enquanto o outro permanece num plano vertical fixo. À medida que vão girando os pratos, o aço canelado vai sendo enrolado sobre as geratrizes, produzindo-se um ponto de soldadura em cada cruzamento da espira com a geratriz.

Depois de completada a hélice ao comprimento das geratrizes, estas são libertadas, é retirada a caixa da máquina e são colocados os separadores.

Finalmente, é colocada na caixa uma etiqueta identificativa com os seguintes dados: número de identificação da armadura, número de espiras por metro, diâmetro do redondo que forma a espira e diâmetro nominal do tubo.

Betonagem do tubo colado na vertical

Se o núcleo não for realizado previamente por compressão radial, é usado na betonagem do mesmo um molde interior, em cujo caso o processo é o seguinte:

  1. Colocação do molde interior sobre o centrador inferior.
  2. Colocação da alma de aço sobre o centrador inferior.
  3. Colocação da armadura exterior.
  4. Colocação do molde exterior.
  5. Colocação do centrador superior.
  6. Colocação do tabuleiro de enchimento.

A abertura e fechamento dos moldes é feita através de um sistema hidráulico que permite assegurar a completa estanqueidade dos mesmos.

Em seguida, procede-se a verter o betão até encher o molde na totalidade. Durante a betonagem, é feita a vibração mediante vibradores situados no molde, que asseguram a ausência de poros e a correta distribuição do betão.

O tubo permanecerá no molde até alcançar uma resistência mínima determinada. O cura será natural ou acelerada.

Depois de ser alcançada a resistência mínima, procede-se ao à desmoldagem e à evacuação do tubo para a zona de cura e aprovisionamento.

Cura do tubo

O tubo, manipulado na vertical através de anéis adequados ao diâmetro, é apoiado nessa posição, diretamente sobre o solo ou sobre uma bancada de travessas devidamente niveladas. A seguir, é colocado na parte superior do tubo um dispositivo de irrigação para manter as superfícies do tubo húmidas até à sua expedição para a obra.

Se for solicitada uma proteção exterior adicional do tubo, este é pintado exteriormente com breu de epóxi. Este processo é feito na fábrica depois de o tubo atingir o grau de cura previsto e antes de ser expedido para a obra.