O processo de fabrico é constituído pelas seguintes fases:
1.- Fabrico de almas
As almas são compostas por um cilindro de chapa, soldado helicoidalmente por sobreposição, em máquina automática, a partir de bobinas de chapa, de largura igual ou superior a 1 m., à qual se solda nos seus extremos os correspondentes "bocais" macho-fêmea, garantindo as suas tolerâncias dimensionais.
Uma vez formados os cilindros, acoplam-se nos seus extremos, abraçando a sua parte exterior, os bocais previamente ensaiados.
Depois de realizada a soldadura transversal de união dos colectores, cada alma será submetida a uma prova hidráulica de pressão interior em prensa horizontal.
2.- Formação e expansão de bocais.
De acordo com as necessidades das obras, as almas podem ter nos seus extremos bocais formados por:
a) Perfil laminado para junta de borracha.
b) Chapa para junta soldada.
As chapas com as medidas adequadas para a formação dos bocais são curvadas e soldadas nos seus extremos. De seguida, procede-se à expansão destas através de uma prensa hidráulica preparada para o efeito.
No caso de os colectores serem em junta elástica, o material que os constitui é limpo previamente com jacto de areia, para que uma vez conformado geometricamente, receba uma pintura de primário e posteriormente, uma vez incorporado ao tubo, um tratamento à base de resina epoxi.
3.- Núcleos de compressão radial
Comprovada a total estanqueidade da alma de aço, esta é depositada em posição vertical sobre uma anilha base mecanizada que conforma o bocal fêmea.
Exteriormente, coloca-se um molde metálico resistente para absorver os esforços sobre a alma de aço durante o processo de compressão radial.
A alma betonada interiormente permanece nesta zona o tempo suficiente, até que o betão tenha a resistência mínima para poder ser transportada até ao parque de armazenamento no qual permanece em rega até que alcance a resistência prevista para ser submetida ao processo de tensionamento.
4.- Pós-tensionado
Quando o betão dos núcleos alcança a resistência requerida para suportar a compressão induzida pelo pós-tensionado, procede-se à operação de cintagem.
O pós-tensionado transversal realiza-se através de uma máquina de cintar que enrola em espiral o arame em tensão sobre o núcleo colocado na posição adequada.
5.- Revestimento exterior
Uma vez realizado o pós-tensionado do núcleo, procede-se à protecção do aço por aplicação sobre o mesmo de uma camada de betão utilizando-se para tal uma máquina de régua vibratória.
O processo consiste em girar o tubo em posição horizontal ao mesmo tempo que se vai depositando sobre a geratriz superior, uma camada de betão que flúi por efeito de uma vibração de alta-frequência.
6.- Secagem do revestimento exterior
Na saída do tubo da régua vibratória e até ao momento de início da rega, a superfície superior do tubo protege-se.
Após decorrido o tempo suficiente para não danificar o betão, é submetido a uma chuva intensa por aspersores, de modo a que o betão permaneça completamente húmido até à sua expedição para a obra.
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